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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Por um fio de cabelo...

Nunca pensei que um fio de cabelo poderia causar tanta dor de cabeça. Para muita gente, um fio de cabelo pode decidir um episódio do CSA, para outros serve para uma baita dor de cabeça com a esposa.
No meu caso, hoje a noite, serviu para terminar ou não com uma festa de aniversário.
É verdade. Estava em uma festa de aniversário hoje, haviam poucas pessoas e a conversa estava correndo solta. Haviam uns salgadinhos pela mesa, refrigerante, cervejas. A mulecada brincando, as mães sorrindo falando sobre assuntos de casa e os maridos trocando figurinha sobre futebol.
Mas como em toda festa de aniversário, o mais esperado é o "parabéns pra você" e BOLO DE ANIVERSÁRIO! Sim, ele! O grande astro da festa. Existem vários tipos de bolo de aniversário: uns mais requintados, outros mais simples, com cobertura de chocolate, trufado, chocolate branco... enfim, dá pra colocar muitos sabores aqui.
E o bolo que estava sobre a mesa era um de chocolate branco, com glacê e cerejas por toda a parte. Parecia aqueles da Ana Maria Braga. Dava até dó de comê-lo. E veio o parabéns pra você, as brincadeiras com o trocadilhos da música e o corte do bolo! Era muito mais suculento do que eu imaginava! Os pedaços foram distribuidos e todos estavam elogiando o tal bolo. Até uma moça que estava ao meu lado começou a dizer que foi ela quem tinha feito o bolo, devido aos elogios sobre o bendito bolo.
E eu ali, saboreando o bolo de chocolate branco, quando em um momento, meus olhos viram um pequeno fio... Bom, até ae tudo bem, a ação seria fácil: era só tirar o fiozinho de no máximo 2 centimetros, fingir que nada aconteceu e com muito gosto continuar comendo o resto. Mas acontece que os 2 cm de cabelos, quando eu fui puxando, tornou um fio maior! E puxando cada vez mais vi que aquele fio estava multiplicando -se. E o pior, a moça que estava dizendo que o bolo foi feito por ela, tinha o cabelo loiro, a mesma cor do cabelo do glacê! E agora, acabar com a festa ou não? Falar do fio ou não? Olhei em volta e vi as crianças sorridentes e as senhoras alegras e felizes a comerem o bolo. Os homens tinham até parado com a cerveja para comerem o bolo! E eu ali, com o futuro da festa na mãos.
Se continuasse puxando aquele fio, iria dar bandeira. As pessoas veriam. Se parasse de comer o bolo, também haveria desconfiança, pois o bolo estava delicioso. O que fazer?
Bom, pensei rápido: Peguei o garfinho, fiz como fazem com macarrão espaguete, enrolei no garfo. Dei um dos maiores "migués" da história e deixei o garfinho cair no chão! Resolvido! Mas ainda faltava o resto bolo... Bem meu amigo, fechei os olhos, peguei outro garfinho e mandei o bolo para dentro! Sem culpa, afinal o gosto de chocolate branco era maior que qualquer marca de shappoo.
Ah, depois descobri que a moça ao meu lado não havia feito o bolo, pois eles haviam comprado na padaria. Enfim, pelo menos uma certeza eu tive, de que chocolate branco tira qualquer enjôo de um fio de cabelo no seu bolo.

quinta-feira, 15 de março de 2012

E se...

Eu odeio quando de tempos em tempos uma pergunta cruel fica martelando na minha cabeça! E essa dúvida vem acompanhada sempre de uma pergunta que é muito cruel, uma pergunta pequena mais capaz de fazer estragos e fazer você pensar sobre um bom tempo... Graças a Deus os meus "e se..." fizeram pensar que escolhi quase tudo certo. Ufa, e o mais legal: Só depois de muito, mais muito tempo você descobre o porque tudo conspirou para que se escolhe o caminho contrario do qual se está arrependido.
Vou fazer uma lista dos meus "e se..." dos últimos tempos.

E se estivesse até hoje com minha primeira namorada?
E se não tivesse feito teatro?
E se não escolhesse morar em São José do Rio Preto?
E se não tivesse me convertido?
E se continuasse em Curitiba?
E se o Marcelinho tivesse chutado para o lado direito do Marcos?
E se não aprendesse tocar bateria?
E se tivesse continuado a beber?
E se não tivesse estudado no Sesi?
E se não tivesse conhecido o ArteDeus?
E se não tivesse trabalhado em uma tv?
E se eu parasse de gaguejar?
E se tivesse continuado minha profissão de mecânico?
E se tivesse continuado com o futebol?
E se escolhesse Administração a Publicidade e Propaganda?
E se eu procurasse compreender mais as pessoas?
E se tivesse guardado todas minhas multas recisórias de todos meus antigos empregos?
E se tivesse me declarado para menina que não tive coragem?
E se ... e se... e se...
E se Jesus não morresse na cruz?
E se minha mãe chamasse João? Bom essa é a única que tenho certeza: Eu não teria nascido.
Bom, se essa pergunta um dia ficar na sua cabeça a ponto de você entrar em crise, olhe em volta e veja onde você se colocou... e saiba que tudo é reflexo de nossas escolhas!
Deus nos dá a oportunidade, escolhe entre o certo e o errado, vem de nós.